Na sua memória guardada em papéis, sabia claramente que um dia, no passado, havia sido outono, e que nesse dia, em específico, ele estava sentado na antiga estação de trem, esperando por ela.
Ventava muito e o dia estava alaranjado por causa do lusco-fusco. Sentiu a brisa e com ela um perfume, aquele cheiro que ele conhecia tão bem. Ela estava chegando.
Os cabelos ruivos voavam, combinando com todo o resto.
Não foi necessário qualquer palavra. Passou a mão em seu rosto e nos seus dedos ficaram grudadas sardas, que ele gentilmente colocou de volta. Ela roubou um beijo, ele roubou dois. Deram as mãos e prometeram não soltá-las mais.
Para Nietzsche Cywisnki, em homenagem aos belos textos que um dia deletou, sem motivos. u_u”